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	<title>De olho na vida</title>
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	<description>José Delcy Thenório</description>
	<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 17:50:04 +0000</pubDate>
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		<title>AUGÚRIO</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 17:50:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele chegou no velório
Quis saber quem se velava
Um senhor que lá estava
Informou ser o Thenório
Parecia estar maluco
Em não saber quem eu era
A ficha caiu, pudera
Era parceiro no truco
Só de me ver de pés juntos
Sentiu certa dor no peito
Meu colega, bom sujeito
Hoje é um dos defuntos
Mas é assim que acontece
Há pouco, muito sorriso
De repente, sem aviso
Azula, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele chegou no velório<br />
Quis saber quem se velava<br />
Um senhor que lá estava<br />
Informou ser o Thenório</p>
<p>Parecia estar maluco<br />
Em não saber quem eu era<br />
A ficha caiu, pudera<br />
Era parceiro no truco</p>
<p>Só de me ver de pés juntos<br />
Sentiu certa dor no peito<br />
Meu colega, bom sujeito<br />
Hoje é um dos defuntos</p>
<p>Mas é assim que acontece<br />
Há pouco, muito sorriso<br />
De repente, sem aviso<br />
Azula, desaparece</p>
<p>Como já saiu de cena<br />
Então vaga pelo mundo<br />
Mas folgado, vagabundo<br />
Vai protelar sua pena</p>
<p>Pela crença que seguia<br />
Tudo paga aqui na terra<br />
Mas o ciclo não encerra<br />
Deve voltar qualquer dia</p>
]]></content:encoded>
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		<title>FINGIMENTO</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 16:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por longos anos doente
Você não a visitou
Agora Deus a levou
E você se faz presente
Quem no velório aparece
Depois de tudo o que fez
Supõe bastar desta vez
Balbuciar uma prece
Campeã de fingimento
Já se sabia  que era
Só que para ser sincera
Precisa de cem por cento
Se não cultiva o amor
Não sei qual é a razão
Mas ter novo coração
Só mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por longos anos doente<br />
Você não a visitou<br />
Agora Deus a levou<br />
E você se faz presente</p>
<p>Quem no velório aparece<br />
Depois de tudo o que fez<br />
Supõe bastar desta vez<br />
Balbuciar uma prece</p>
<p>Campeã de fingimento<br />
Já se sabia  que era<br />
Só que para ser sincera<br />
Precisa de cem por cento</p>
<p>Se não cultiva o amor<br />
Não sei qual é a razão<br />
Mas ter novo coração<br />
Só mesmo Nosso Senhor</p>
<p>Eu tenho cá para mim<br />
Que se quita o quanto deve<br />
Até quem tem pena leve<br />
Paga tintim por tintim</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>DEVANEIO</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 16:48:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Sonhei que estava na praia
Lagarteando na areia
O ter a vida sem peia
Favorecia a gandaia
Uma mulher aparece
Eu garanhão assumido
Jovem, com muita libido
O que se deduz acontece
Acordo, caio na minha
Pareço meio caduco
Sonhasse então ser eunuco
Muito mais sentido tinha
Mas chega de devaneio
Nem tudo o que quero posso
Eis porque a vida adoço
Se não encontro outro meio
Tudo no mundo tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sonhei que estava na praia<br />
Lagarteando na areia<br />
O ter a vida sem peia<br />
Favorecia a gandaia</p>
<p>Uma mulher aparece<br />
Eu garanhão assumido<br />
Jovem, com muita libido<br />
O que se deduz acontece</p>
<p>Acordo, caio na minha<br />
Pareço meio caduco<br />
Sonhasse então ser eunuco<br />
Muito mais sentido tinha</p>
<p>Mas chega de devaneio<br />
Nem tudo o que quero posso<br />
Eis porque a vida adoço<br />
Se não encontro outro meio</p>
<p>Tudo no mundo tem fim<br />
Então, paciente espero<br />
Partir confesso que quero<br />
É descanso para mim</p>
<p>Mas deixar carga pesada<br />
Talvez por um ou mais anos<br />
Não estava nos meus planos<br />
E não posso fazer nada</p>
]]></content:encoded>
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		<title>RESIGNAÇÃO</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 11:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas vezes quase choro
Sofro, mas até imploro
Não tenham pena de mim
Porque na fé que professo
O sofrer me traz progresso
É tão bom pensar assim
Se tantos males eu fiz
Devo me julgar feliz
Em pagar o quanto devo
Para cada mês que passa
Ao Pai maior rendo  graça
Até por já ser longevo
Pesada é minha cruz
Mas nunca me falta luz
Neste meu duro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes quase choro<br />
Sofro, mas até imploro<br />
Não tenham pena de mim<br />
Porque na fé que professo<br />
O sofrer me traz progresso<br />
É tão bom pensar assim</p>
<p>Se tantos males eu fiz<br />
Devo me julgar feliz<br />
Em pagar o quanto devo<br />
Para cada mês que passa<br />
Ao Pai maior rendo  graça<br />
Até por já ser longevo</p>
<p>Pesada é minha cruz<br />
Mas nunca me falta luz<br />
Neste meu duro caminho<br />
A vida por ser tão curta<br />
Se da morte não se furta<br />
É minha vez, já definho</p>
<p>Se dependesse de mim<br />
Quando chegasse meu fim<br />
Levava minha consorte<br />
Penso que o lado de lá<br />
É bem melhor que o de cá<br />
Daí não temer a morte</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PARENTESCO</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 20:40:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Cunhado não é parente
Disse Leonel Brizola
Esse dito me consola
Até me deixa contente
Se o parente verdadeiro
Partiu para a eternidade
Agora a cara-metade
Dispõe de todo o dinheiro
Isso vai mexer com ela
Empolgada com a grana
À cunhada uma banana
Mudou, não é mais aquela
Então a parente afim
Dona do próprio nariz
Tem hoje a vida que quis
Livre, vive bem assim.
Mas no futuro decerto
Ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cunhado não é parente<br />
Disse Leonel Brizola<br />
Esse dito me consola<br />
Até me deixa contente</p>
<p>Se o parente verdadeiro<br />
Partiu para a eternidade<br />
Agora a cara-metade<br />
Dispõe de todo o dinheiro</p>
<p>Isso vai mexer com ela<br />
Empolgada com a grana<br />
À cunhada uma banana<br />
Mudou, não é mais aquela</p>
<p>Então a parente afim<br />
Dona do próprio nariz<br />
Tem hoje a vida que quis<br />
Livre, vive bem assim.</p>
<p>Mas no futuro decerto<br />
Ou no presente talvez<br />
Daquilo que em vida fez<br />
Prestará conta por certo</p>
<p><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Nota: Leonel Brizola, político riograndense</span></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>DESABAFO</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 18:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando se vende saude
Certo parente aparece
Mas na doença ele esquece
Fato que se vê amiude
Nem parece ser parente
Esse indivíduo carola
Para o vigário dá bola
Só tem a igreja na mente
Lá ele bate no peito
Pede perdão porque peca
Quem sofre que leve a breca
Agora o mal foi desfeito
Visitar um ser doente
É demonstração de amor
Esquecê-lo causa dor
Se foge sendo parente
Afastamento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Quando se vende saude<br />
Certo parente aparece<br />
Mas na doença ele esquece<br />
Fato que se vê amiude</p>
<p>Nem parece ser parente<br />
Esse indivíduo carola<br />
Para o vigário dá bola<br />
Só tem a igreja na mente</p>
<p>Lá ele bate no peito<br />
Pede perdão porque peca<br />
Quem sofre que leve a breca<br />
Agora o mal foi desfeito</p>
<p>Visitar um ser doente<br />
É demonstração de amor<br />
Esquecê-lo causa dor<br />
Se foge sendo parente</p>
<p>Afastamento, desprezo<br />
Mesmo de parente afim<br />
Queira ou não magoa sim<br />
Quem nos ombros leva o peso</p>
<p>Uns perdem a compostura<br />
Ao ver tamanha maldade<br />
Que de ofender tem vontade<br />
Mas por bom senso segura</p>
<p>Há muitos males no mundo<br />
Que podem levar à morte<br />
Por muito que seja forte<br />
Morre em questão de segundo</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PARCERIA</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 14:42:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Seria bom se pudesse
Fazer uma parceria
Mas à minha revelia
Meu pendor ora fenece
Temo assumir compromisso
Dada a fase que atravesso
Sinto mas vênia lhe peço
Logo quem nunca foi disso
Hoje preciso ser forte
Para levar minha cruz
Mas peço força a Jesus
Para cuidar da consorte
Esse peso que carrego
Parece ser uma prova
Porém Jesus me renova
Razão porque não me entrego
Vida é curta passagem
Logo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Seria bom se pudesse<br />
Fazer uma parceria<br />
Mas à minha revelia<br />
Meu pendor ora fenece</p>
<p>Temo assumir compromisso<br />
Dada a fase que atravesso<br />
Sinto mas vênia lhe peço<br />
Logo quem nunca foi disso</p>
<p>Hoje preciso ser forte<br />
Para levar minha cruz<br />
Mas peço força a Jesus<br />
Para cuidar da consorte</p>
<p>Esse peso que carrego<br />
Parece ser uma prova<br />
Porém Jesus me renova<br />
Razão porque não me entrego</p>
<p>Vida é curta passagem<br />
Logo mais tudo se finda<br />
Tenho cartuchos ainda<br />
Chama-se fé e coragem</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>CREPÚSCULO</title>
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		<comments>http://www.deolhonavida.com.br/?p=556#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 May 2009 14:19:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelos problemas que tenho
Agora, no fim da vida
A inspiração foi perdida
Nem porto mais meu canhenho
Por não temer o futuro
E já ter noção do além
Procuro proceder bem
Longe porém de ser puro
Se não vivo como santo
Confesso, sou pecador
Mas Deus que é puro amor
Acolher-me-á, garanto
Enquanto Ele não me chama
Temo ficar neste mundo
Mormente se moribundo
Diuturnamente na cama
Morrer sei que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Pelos problemas que tenho<br />
Agora, no fim da vida<br />
A inspiração foi perdida<br />
Nem porto mais meu canhenho</p>
<p>Por não temer o futuro<br />
E já ter noção do além<br />
Procuro proceder bem<br />
Longe porém de ser puro</p>
<p>Se não vivo como santo<br />
Confesso, sou pecador<br />
Mas Deus que é puro amor<br />
Acolher-me-á, garanto</p>
<p>Enquanto Ele não me chama<br />
Temo ficar neste mundo<br />
Mormente se moribundo<br />
Diuturnamente na cama</p>
<p>Morrer sei que é preciso<br />
E não tardará decerto<br />
Pode ser que esteja perto<br />
Deus vai cobrar, estou certo</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PESCARIA DE REDE</title>
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		<comments>http://www.deolhonavida.com.br/?p=553#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Feb 2009 19:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Casos]]></category>

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		<description><![CDATA[Houve um tempo em que com certa freqüência eu ia pescar lambari no Bairro Alvarenga, alguns quilômetros além de São Bernardo do Campo. Ali tirou-se muita areia para construção e nas cavidades deixadas formavam-se poças onde fisguei muitos peixes. Havia também um córrego que se ligava com a represa Billings, onde também pesquei bagres, trairas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Houve um tempo em que com certa freqüência eu ia pescar lambari no Bairro Alvarenga, alguns quilômetros além de São Bernardo do Campo. Ali tirou-se muita areia para construção e nas cavidades deixadas formavam-se poças onde fisguei muitos peixes. Havia também um córrego que se ligava com a represa Billings, onde também pesquei bagres, trairas, etc..</p>
<p class="MsoNormal">Certa vez, a convite de um amigo que tinha carro (fato raro nos idos de 1950) fomos pescar em certo lugar da represa onde, segundo ele, faríamos uma grande pescaria de lambaris. Esse amigo convidou também um senhor que tinha um compromisso de retornar a tempo para almoçar na casa de certo parente.</p>
<p class="MsoNormal">Achei aquilo muito estranho mas nada falei a respeito. Chegamos no lugar indicado pelo amigo mas a pescaria foi infrutífera, quer com anzol quer com a pequena rede de minha propriedade.</p>
<p class="MsoNormal">Devido à frustração propus fôssemos no citado Bairro Alvarenga, meu local de pesca preferido, onde certamente teríamos melhor sorte. Chegados, decidimos fazer uma barragem no córrego e começamos a passar a pequena rede em direção à barragem com relativo sucesso.</p>
<p class="MsoNormal">Quando chegamos à barragem já passava de meio-dia. O dono do carro e seu amigo compromissado já se preparavam para deixar o local mas, nesse momento, entramos no lago criado pela barragem e ali os lambaris e outros peixes estavam concentrados de tal modo que os lambaris saltavam por sobre a redinha , tamanha a quantidade. Isso trouxe de volta os dois que estavam fora de saída.</p>
<p class="MsoNormal">Empolgados eles também perderam a noção do tempo e, assim, por mais de uma hora continuamos a empreitada de modo hilariante.</p>
<p class="MsoNormal">Eram quase 14,00 horas quando entramos no carro para retornar a Santo André. O compromissado foi o primeiro a ser deixado em seu domicílio.</p>
<p class="MsoNormal">Ao chegarmos já ouvimos os impropérios ditos pela esposa alucinada com o procedimento do marido&#8230; Ela só não o chamou de santo, tamanha a fúria.</p>
<p class="MsoNormal">Eu, constrangido e aborrecido, coloquei alguns peixinhos na minha marmita e procurei manter distância do local.</p>
<p class="MsoNormal">Sentindo a gravidade do momento, assumi uma posição de nunca mais levar para uma pescaria alguém compromissado. Ainda hoje, passados mais de 50 anos, mantenho meu propósito. Pescador que se presa não assume nenhum compromisso em dia de pescaria para não complicar a vida dos companheiros. A pesca é para refrescar a cabeça.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PASSAGEM</title>
		<link>http://www.deolhonavida.com.br/?p=506</link>
		<comments>http://www.deolhonavida.com.br/?p=506#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 14:03:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[A bondosa criatura
Lutou muito na procura
De esculápio competente
Após muito sofrimento
Quase sempre sem alento
Teve cura, felizmente
Muito tempo de tortura
Gastou, ficou na pindura
Mas vê mudança na vida
Tem melhora a cada dia
Graça que sempre pedia
Ora por Deus atendida
Mas encarava com riso
De o viver não ser preciso
Como por vezes ouvia
Aqui só uma passagem
Depois a grande viagem
Somente assim ela cria
Quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A bondosa criatura<br />
Lutou muito na procura<br />
De esculápio competente<br />
Após muito sofrimento<br />
Quase sempre sem alento<br />
Teve cura, felizmente</p>
<p>Muito tempo de tortura<br />
Gastou, ficou na pindura<br />
Mas vê mudança na vida<br />
Tem melhora a cada dia<br />
Graça que sempre pedia<br />
Ora por Deus atendida</p>
<p>Mas encarava com riso<br />
De o viver não ser preciso<br />
Como por vezes ouvia<br />
Aqui só uma passagem<br />
Depois a grande viagem<br />
Somente assim ela cria</p>
<p>Quem tem esse pensamento<br />
Sente deveras alento<br />
Mesmo quando moribundo<br />
Acha ser dever de Deus<br />
Cuidadoso com os seus<br />
Dar-lhe guarida além-mundo</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.deolhonavida.com.br/?feed=rss2&amp;p=506</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
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