A ORGANISTA

Tinha tanta simpatia
Aquela tal organista
Que mesmo sem ser artista
Ver seu órgão me aprazia

Mas a musicista bela
Primava pela decência
Daí nem com insistência
Pude ver o órgão dela

Não o mostrava a ninguém
Confessou-me ao pé do ouvido
Só mostraria ao seu bem
Mas quando fosse marido

Mantinha sempre coberto
Por muito zelo que tinha
Que dedilhava estou certo
Quando a deixavam sozinha