PUSILANIMIDADE

É sempre preocupante
Mas quem gira como errante
Sabe que terá retorno
Desde que virou defunto
Vem à tona tal assunto
Nunca sujeito a suborno

Eis porque o desenlace
Há pouca gente que abrace
Pois parece não ser leve
Quem portou-se bem na vida
Não teme pela partida
Para pagar o que deve

Se já leu muito a respeito
Sabe não ter outro jeito
Já que a vida tem um fim
Se soube viver na terra
Com chave de ouro encerra
Mas nem sempre é assim

Saldar o resto da pena
É só na vida terrena
Onde se paga o que fez
Se volta e não se corrige
Ou não cumpre o que se exige
Tende a penar outra vez

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linda poesia!
sou amante de poesias!
conheço melhor as do sul!
parabens!